8 de abril de 2013

As nossas paixões e as dos nossos filhos?

 
 
Quando estamos apaixonados, tudo no outro são virtudes até porque nos recusamos a ver os defeitos.
Quando o amor acaba, apenas vemos os defeitos até porque nos recusamos a ver as virtudes.
Não acredito que uma pessoa que tinha tantas qualidades se transforme numa pessoas sem todas essas qualidades, obviamente que todos nós mudamos muita coisa durante a vida, a vida molda-nos o corpo e a mente mas dificilmente a alma e o caráter, já a forma como olhamos para os outros é relativamente fácil de mudar ainda que não seja de forma voluntária.
Era bom que quando as pessoas começam projetos de vida em comum soubessem disto e melhor ainda seria se fossem como outras espécies animais que acasalam para o resto da vida.
A merda da vida muito dificilmente nos dá um meio termo, a realização amorosa e afetiva é efémera.
Que ninguém me venha dizer que para as crianças, viver com pais juntos ou separados é a mesma coisa, a paixão delas é viver com eles juntos e vendo-os amar-se ou não estando juntos, que saibam pelo menos que eles se amam.
 

3 comentários:

  1. e isto vai tão de encontro ao dilema pelo qual estou agora a passar....

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  2. Concordo ...O desejo dos filhos ...verem sempre os pais juntos se amando se respeitando ....porem a tristeza dos filhos verem os pais conviverem brigando..magoando um ao outro ....melhor se quando o amor terminasse ...o respeito continuasse ..... e assim pudessem cuidar com dignidade dos seus filhos mesmo separados....porem junto em um amor maior ..que sao os filhos ...

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    1. Na maior parte dos casos, quando os pais se separam os filhos servem de arma de arremeço.
      Deviam pensar mais na felicidade dos filhos do que em magoar o/a ex..

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